Instituto EstonIA Lab

Instituto de tecnologia cívica

O prefeito pergunta “como estou?”.O agente responde com os dados da cidade.

O Instituto EstonIA Lab é um instituto sem fins lucrativos que coloca o Agente-Prefeito no gabinete: ele vigia a LRF, as emendas, os mínimos de saúde e educação e os prazos do tribunal de contas, com os dados sob controle da prefeitura, toda operação registrada e pessoa no comando onde a consequência exige.

Conversa ilustrativa. Vila Esperança é uma cidade fictícia e os números são de exemplo.

Transcrição da conversa

  1. Prefeita: Como estou na LRF neste quadrimestre?
  2. Agente-Prefeito: Despesa com pessoal em 51,2% da receita corrente líquida. O limite prudencial é 51,3%: falta 0,1 ponto. Fonte: RGF do 2º quadrimestre.
  3. Prefeita: O que faço antes de fechar a folha?
  4. Agente-Prefeito: Três coisas: segurar as 12 nomeações previstas, revisar os 4 contratos de terceirização que entram no cálculo e comunicar o plano ao TCE. Preparei o ofício no padrão do gabinete. Quer revisar antes de enviar?

Registro de operação da conversa

  1. 09:12:03, consulta: RGF 2º quadr. no SICONFI
  2. 09:12:04, cálculo: pessoal ÷ RCL = 51,2%
  3. 09:12:05, resposta: enviada com a fonte citada
  4. 09:14:01, consulta: folha: 12 nomeações
  5. 09:14:02, consulta: 4 terceirizações na folha
  6. 09:14:06, minuta: ofício ao TCE
  7. 09:14:06, pendente: aguardando revisão humana

Conversa ilustrativa. Vila Esperança é uma cidade fictícia e os números são de exemplo.

O problema

O tamanho do problema

  1. 69%

    dos 5.570 municípios brasileiros têm até 20 mil habitantes e equipes de gestão pequenas.

    Fonte: IBGE, Censo 2022, consulta em 30/10/2026

  2. 51,3%

    da receita corrente líquida é o limite prudencial de despesa com pessoal do Executivo municipal. Acima dele, nomear e reajustar fica vedado.

    Fonte: LRF (LC 101/2000), art. 20, III, b, e art. 22, parágrafo único, em vigor

  3. 15 dias

    é o prazo para responder a uma diligência do TCU quando o ofício não fixa outro.

    Fonte: Regimento Interno do TCU, art. 187, Resolução TCU 246/2011

Quem somos

Um instituto brasileiro com a Estônia como referência.

O Instituto EstonIA Lab é um instituto sem fins lucrativos de tecnologia cívica. O nome junta duas coisas: a Estônia, o país que colocou todos os serviços do Estado online, e a IA que agora cabe no orçamento de qualquer prefeitura.

A inspiração é estoniana. A execução é brasileira: barata o bastante para o menor município, desenhada para quem presta contas a tribunal de contas, com os dados sob controle do órgão.

Hoje o Instituto entrega o Agente-Prefeito: um chefe de gabinete digital que responde “como estou?” com os dados da cidade, no WhatsApp e no painel do gabinete. O próprio Instituto usa o mesmo agente para a burocracia da casa.

Como funciona

Como funciona

Três passos, sem ônus até o piloto e com o jurídico da prefeitura escolhendo o instrumento.

  1. Diagnóstico com a prefeitura

    Questionário e dados públicos da cidade mostram onde o agente ajuda primeiro.

  2. Cooperação técnica e piloto

    Acordo sem ônus, ambiente próprio da prefeitura, dados reais, pessoa aprovando o que tem consequência.

  3. Operação com registro

    Instrumento definitivo escolhido com o jurídico da prefeitura. Toda ação do agente fica registrada e pode ser verificada.

O agente

Agente-Prefeito: o chefe de gabinete digital

Vigia o que o prefeito precisa vigiar e responde com os dados da cidade, no WhatsApp e no painel do gabinete.

  • LRF e despesa com pessoal

    Acompanha o limite a cada quadrimestre, com a fonte citada.

    O prefeito pergunta
    Como está a LRF neste quadrimestre?
    O agente entrega
    Despesa com pessoal sobre a receita corrente líquida, distância do limite prudencial e o que segurar antes de fechar a folha.
  • Emendas parlamentares

    Cada emenda com objeto, prazo e situação.

    O prefeito pergunta
    Quais emendas vão perder prazo?
    O agente entrega
    Lista por parlamentar e objeto, com a data de vencimento e a pendência que trava a execução.
  • Mínimos de saúde e educação

    Vigia os percentuais constitucionais ao longo do ano.

    O prefeito pergunta
    Vou fechar o ano dentro do mínimo da educação?
    O agente entrega
    Percentual aplicado até o mês, projeção para dezembro e alerta se a trajetória ficar abaixo do mínimo.
  • Prazos do tribunal de contas

    Diligências, prestações de contas e ofícios no padrão do gabinete.

    O prefeito pergunta
    Tem diligência do TCE vencendo?
    O agente entrega
    Prazo, assunto e minuta de resposta no estilo da casa, pronta para o gabinete revisar e assinar.

Compromissos

Compromissos, não funcionalidades

O que o Instituto assina com cada órgão antes da primeira linha de dado.

  • O cidadão nunca paga.

    Nenhuma cobrança, nenhum anúncio, nenhuma venda de dados.

  • Os dados são do órgão.

    Isolamento por órgão, hospedagem no Brasil, exportação a qualquer momento, LGPD desde o desenho. Nenhum dado é usado para treinar modelos.

  • Toda operação registrada.

    O agente declara o que faz, registra o que fez e isso pode ser verificado.

  • Pessoa no comando.

    O agente resolve o repetitivo. Decisão com consequência passa por alguém, conforme a escala de autonomia e risco do Instituto.

Perguntas

Perguntas que o gestor faz

As objeções que ouvimos nas primeiras conversas, respondidas por escrito.

É mais um sistema que não vai funcionar?

Antes de qualquer instrumento, o agente roda com os dados públicos do seu município em uma conversa de 30 minutos. Depois vem o piloto, com dados reais, no ambiente da prefeitura e sem ônus. Só então se escolhe o instrumento definitivo.

Vai dar problema no tribunal de contas?

Toda operação do agente fica registrada, com a fonte citada, e pode ser verificada pelo controle interno e pelo tribunal. Decisão com consequência passa por pessoa.

Vocês vão ficar com os nossos dados?

Não. Os dados são da prefeitura: isolamento por órgão, hospedagem no Brasil, exportação a qualquer momento e nenhum dado usado para treinar modelos.

A IA decide sozinha?

Não. O agente resolve o repetitivo e prepara o que vem depois. Decisão com consequência passa por alguém, conforme a escala de autonomia e risco do Instituto, com a revisão humana que a LGPD (art. 20) e a Lei 14.129 pedem.

Quem assina o ofício?

O prefeito, ou quem ele designar. O agente prepara a minuta no padrão do gabinete; a assinatura e a responsabilidade continuam com quem tem competência para isso.

Como uma prefeitura contrata um instituto sem fins lucrativos?

Em três passos: diagnóstico com a prefeitura; acordo de cooperação técnica, sem repasse, para o piloto; instrumento definitivo escolhido com o jurídico do município, entre acordo de PD&I, contrato público de solução inovadora, encomenda tecnológica ou termo de colaboração.

O servidor vai ser substituído?

Não. O agente tira o repetitivo da mesa de quem conhece a prefeitura. A pessoa continua no comando, com mais tempo para o que exige julgamento.

Contato

Vamos conversar sobre a sua prefeitura?

Em 30 minutos mostramos o Agente-Prefeito funcionando com os dados públicos do seu município.